Keep Talking and Nobody Explodes

Mais uma vez, vou compartilhar com vocês uma experiência sobre facilitação e aprendizado.Não antes de agradecer ao grande Guilherme Motta, que me motivou a escrever este post!

Como Agile Coach (e amante do lúdico) estou sempre em busca de formas diferentonas de criar o ambiente propício para o aprendizado do time. E o interessante que insights surgem quando (e de onde) eu menos espero! E isso é fantástico!

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Estava eu navegando na internet, pesquisando sobre uma outra iniciativa minha, os Jogos Ágeis quando me deparei com o jogo Keep talking and nobody explodes. Achei a descrição bem interessante e resolvi procurar um pouco mais, até chegar no vídeo abaixo.

Interessante, até o momento em que ouvi:

Esse jogo é muito bom! Esse jogo põe casamentos à prova!

E aí veio o insight! Se bota casamentos à prova, o que esse jogo não faria por um time! Comprei o jogo, baixei o Manual de Desarmamento de bombas em português e aguardei ansiosamente a próxima retro de um dos meus times na Lambda3!

No dia, preparei a sala: notebook ligado na TV, manual à postos e, claro, cupcakes pra adoçar o time.

Expliquei que jogaríamos um jogo, pra relaxar depois de tanto trabalho.

Existe uma bomba. Precisamos desarmá-la. Pessoas dependem disso, mas vamos brincar em duplas. Um vai desarmar a bomba, outro vai ler as instruções de como fazê-lo.

A pessoa que estava com as instruções ficava de costas para a TV.Aliás, embaixo dela. Isso contribuiu para criar o clima, já que deixei o som do jogo alto. Tínhamos um time de seis pessoas na cerimônia. Havia um desarmador e um leitor. Os outros também viam a tela da TV e percebiam como as instruções eram passadas pro leitor do manual.

Era como a vida dessa galera toda dependesse daquele leitor de manual. Obviamente que as pessoas comentando, a música alta e a pressão que eu mesmo fiz deu uma esquentada no clima de suspense. 🙂

Minha ideia era justamente criar um ambiente em que vidas dependessem de uma única pessoa.

O resultado? Uma de três bombas desarmadas no tempo!

Engraçado observar que a linguagem corporal das pessoas depois de passar por esse “período de estresse” é bem semelhante à linguagem usada quando é terminada uma entrega importante, independente se ela teve sucesso ou não.

Bem.. Com as pessoas respiradas e aliviadas (e depois que comeram seus cupcakes), utilizei o que aprendi de melhor na minha formação em Coaching: fazer perguntas.

O que aprendemos com este jogo?

Por que a bomba explodiu sem que conseguíssemos desarmá-la?

O que poderia ter sido diferente?

Como fazer para desarmar a bomba dentro do tempo determinado?

Qual foi a diferença de comportamento entre o par que desarmou a bomba dos demais?

Como essa atividade e essas respostas podem ser aplicadas no nosso dia a dia?

Entregas não são como bombas prestes a explodir? Com várias coisas desconhecidas, pressão e um objetivo claro e definido dentro de um tempo?

E assim seguiu-se uma série de provocações ao time, no que chamei de Técnica Freestyle de Retrospectiva, sem post its, canvas ou estrutura definidos. Tudo iso para que emergissem temas como comunicação, trabalho sob pressão e timebox.

O Arthur Fücher, nosso Scrum Master na Lambda3, executou o mesmo exercício sob uma outra perspectiva, onde apenas o desarmador via a bomba e o resto do time colaborava para passar as instruções. Neste formato também é possível trabalhar todas estas questões, além da colaboração para resolver problemas. Você também pode encontrar outras perspectivas para provocar o seu time! Super recomendo isso!

Gosto de misturar o Facilitador com o Coach nas minhas cerimônias. Existe momento em que é necessário ser imparcial, mas há outros em que o Agile Coach precisa provocar o time.

Destas provocações saem os insights mais poderosos, ainda mais se alinhados a uma atividade lúdica, que permanecerá na mente das pessoas por muito tempo, criando o ambiente ideal para a aprendizagem emergir.

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Marcelo L. Barros

Olá! Sou um cara criativo, curioso e detalhista, que, cada dia, mais se vê interessado em desvendar os mistérios desse "bicho gente"! Comecei minha carreira profissional em 1996, sou formado em Processamento de Dados pela FATEC de Santos. Naquela época tudo o que eu queria ter na minha frente era um computador e uma desafiadora regra de negócio, que se transformaria no melhor programa possível. Mas as coisas mudam! Concluí que quem faz software com qualidade são as pessoas e não as máquinas. Hoje, minha MISSÃO é ajudar pessoas e times a alcançarem seus objetivos, pois acredito que o sucesso pessoal e profissional está ligado a três pilares: FELICIDADE, MOTIVAÇÃO e SENTIDO. Como faço isso? 💡 MOTIVANDO pessoas, fazendo-as enxergar o 💡 SENTIDO das suas ações, que traz 💡 FELICIDADE por fazerem a diferença em suas vidas, suas empresas. Sou formado em Coaching pelo ICC e escrevo artigos sobre Métodos Ágeis, Comportamento, Inovação e Coaching. Vejo no lúdico a forma mais profunda de aprendizado. Procuro sempre conduzir reuniões de forma criativa, que tragam algum tipo de aprendizado aos participantes, seja por meio de dinâmicas de grupo ou jogos em equipe. Neste quesito, desenvolvi um jogo, a "Feijoada Ágil", para ensinar conceitos sobre trabalho em equipe. Se você, como eu, também acredita que eu posso te ajudar, deixe-me saber! Vamos tomar um café e, quem sabe, juntos podemos MUDAR O MUNDO!

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