Cone da Incerteza

No meu artigo anterior: Precificação de Projetos Ágeis citei o Cone da Incerteza e recebi alguns pedidos de detalhamento dessa teoria.

O Cone da Incerteza é uma teoria bem conhecida que foi desenvolvida por Barry Boehm no início dos anos 1980. Este conceito foi introduzido no livro intitulado Software Engineering Economics.

Uma informação interessante é que NASA, agência espacial americana, trabalha no início dos seus projetos, com uma variação de 4 vezes para mais ou para menos, ou seja, o cone da incerteza está presente também nos projetos espaciais.

Pensando agora no cone, o lado esquerdo, aberto, significa a incerteza que se tem um projeto no início dele.

cone1

Muitas vezes, quando um projeto está em seu início, é impossível saber com precisão como o trabalho vai progredir pois o mesmo depende de uma série de coisas: habilidade do time, expectativa do cliente (será que ele realmente sabe o que quer e precisa?), alterações de escopo.

A medida em que o projeto se desenvolve, o conhecimento aumenta em várias áreas e mais detalhes podem ser obtidos permitindo que os envolvidos tenha mais informações e certezas. Utilizando técnicas de redução de riscos e alinhamento de expectativas, o cone pode chegar a afunilar até 0%, ficando saudável e mostrando domínio total sobre ele.

Caso isso não ocorra, o que temos é a figura abaixo:

cone3
A parte cinza representa nuvem de incerteza desse projeto.

Em alguns casos, projetos chegam ao seu fim sem ainda atender todos os requisitos e expectativas, principalmente quando amarrados a escopo x orçamento e aí se diz muito não para desvios.

Triste fim para um projeto, não?

É por isso que o desenvolvimento ágil preza, acima de tudo, o produto final.

Vamos relembrar o Manifesto Ágil?

  • Indivíduos e Iterações são mais importantes que ferramentas e processos;
  • Software funcionando é mais importante do que documentação completa e detalhada;
  • Colaboração com o cliente é mais importante do que negociação de contratos;
  • Adaptação a mudanças é mais importante do que seguir o plano inicial.

E nesse ponto sempre volto na questão de que a forma de venda/negociação de softwares por aqui ainda tem um pouco a amadurecer para que possamos sempre  prezar a entrega final frente ao escopo.

É isso! 🙂

Cris Molnar estudou Design Digital e Comunicação Visual e atua na área digital há mais de 11 anos, tendo passado por várias frentes: criação, desenvolvimento de interface, AI, Análise de Negócios e Marketing Digital até se apaixonar por Gestão de Projetos, área na qual atua há 7 anos.

Atualmente é Gerente de Projetos Senior na Agência Lov e adora tecnologia, comunicação e especialmente, o desafio de unir ambas em projetos sensacionais.

Na vida pessoal é esposa, amiga, filha, mãe de dois pets, super desdobrável e muito realizada. Apaixonada pela vida.

LinkedIn: br.linkedin.com/in/crismolnar/

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