imagem Feedback 3.0

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_ Hoje estou muito chateado! O Sr. Rufos deu a maior bronca em um dos nossos novatos, na frente de todo mundo! Eu me senti constrangido, por causa do tom que foi usado… Parecia que o novato estava fazendo de propósito…

Cody, Já falamos alguma coisa sobre feedback, mas este é um tema que sempre vale mais uma palavrinha sobre o assunto.

Feedback é sempre algo muito delicado em um time, sobretudo quando se fala do “profissional do conhecimento”. Não se pode falar qualquer coisa; ele não aceita ouvir qualquer coisa sem sentido. Nossos avós e pais eram mais tolerantes com estas broncas. Mas as coisas mudaram!

O que é um feedback ideal pra você? Você recebe feedback?

_ Bem, quando eu faço alguma bobagem, levo um puxão de orelha; quando faço um bom trabalho às vezes recebo um reconhecimento, um tapinha nas costas. Mas nada com frequência. Muitas vezes eu nem sei se estou fazendo um bom trabalho.

Bem, isso não é exatamente um feedback. Parece mais um micro gerenciamento das atividades cotidianas. Não é mais válido usar a mesma abordagem que se usava antigamente: se alguém não realizasse um bom trabalho, ela seria simplesmente desligada da empresa, sem muitas explicações; e que viesse o próximo. Da mesma forma, alguém que estivesse realizando um excelente trabalho poderia nunca ser devidamente reconhecido.

Não se pode mais tratar as pessoas como se fossem descartáveis. O mundo de hoje criou um ambiente onde é perfeitamente possível que o profissional vire o jogo e torne a sua empresa descartável, se não estiver servindo aos seus propósitos, aos seus valores. Pergunte a qualquer profissional de recrutamento se é fácil contratar bons profissionais de TI.

Todo mundo deve ter a oportunidade de experimentar, errar e melhorar. Esse processo de ajuste entre o erro e a melhoria é feito como uma forma de feedback.

Mais ainda, pode ser um motivador para que o seu colaborador queira permanecer na empresa, pois nela ele terá oportunidade de crescer seu potencial. Trabalhar pontos fortes e fracos do colaborador tornam um diferencial da empresa para os profissionais, ao mesmo tempo que estimulam a melhoria de todo o processo.

Mas, quando se pensa em um feedback, aposto que você pensa em um chefe com um formulário de avaliação falando sobre vários aspectos, certo? E se você recebesse um feedback dos seus pares? Você, Cody, sabe o que os seus pares pensam sobre você?

_ É isso mesmo! O nosso gerente estudou pra isso, e é o grande responsável pelos projetos! Ele é a pessoa quem mais sabe e acompanha nosso trabalho de perto! O gerente toma conta da equipe! Não vejo como os meus pares possam me dizer onde devo melhorar.

Mas aí é que está a diferença entre um grupo de pessoas trabalhando juntas e um time de verdade! O time se importa com o desenvolvimento de todos para que ele tenha mais chances de se destacar no mercado! E um gerente não é o cara botam pra tomar conta de um bando de tartarugas! O gerente tem muitas atividades importantes e não consegue observar de perto o trabalho e a interação dos membros do time. O gestor não é onipresente. Ele precisa de ajuda. E não é aquela ajuda que acontece quando alguém chama o cara pra tomar um café, e os dois ficam um tempão cochichando, if you know what I mean…

E, nesse modelo que estamos estudando, nem a figura do gerentão centralizador a gente tem… E aí, como você faria? Faz sentido avaliar as pessoas individualmente e cobrar resultados do time inteiro?

_ É, por esse lado não faz sentido algum… É contraditório. Mas as pessoas não ficariam inibidas em apontar pontos fracos das outras?

Sim, é um risco, com certeza! Isso vai depender muito do grau de maturidade dos membros do time. Mas é possível criar essa cultura aos poucos, felizmente. Você sabe que eu gosto de coisas lúdicas, não é? Acho que trabalhar com dinâmicas suaviza um pouco as coisas.

Também aconselho começar pelo feedback positivo, nestes casos onde não se sabe qual vai ser a reação das pessoas. Escutar uma coisa boa sobre si mesmo sempre relaxa, abaixa a guarda e nos deixa mais abertos.

Certa vez tive a oportunidade de fazer com que um grupo de gerentes fornecessem um feedback positivo uns aos outros. Nesta atividade, separei envelopes com algumas características, como criatividade, bondade, companheirismo, comprometimento, etc. E os envelopes deveriam ser entregues um a um para quem a pessoa da vez achasse que possuía aquela característica. No final, alguns destes gerentes estavam surpresos, pois não tinham ideia do que uns achavam dos outros. A atividade serviu para integrar este grupo de pessoas e serve muito bem para quebrar o gelo e abrir espaço para um feedback negativo.

Existem várias atividades que podem ser utilizadas para o feedback, dependendo do grau de afinidade, maturidade e interação do time. O que posso garantir com toda a certeza é que, seja lá qual for a atividade escolhida, o resultado será revelador! E seu time sairá dela muito mais unido, fortalecido.

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Marcelo L. Barros

Olá! Sou um cara criativo, curioso e detalhista, que, cada dia, mais se vê interessado em desvendar os mistérios desse "bicho gente"! Comecei minha carreira profissional em 1996, sou formado em Processamento de Dados pela FATEC de Santos. Naquela época tudo o que eu queria ter na minha frente era um computador e uma desafiadora regra de negócio, que se transformaria no melhor programa possível. Mas as coisas mudam! Concluí que quem faz software com qualidade são as pessoas e não as máquinas. Hoje, minha MISSÃO é ajudar pessoas e times a alcançarem seus objetivos, pois acredito que o sucesso pessoal e profissional está ligado a três pilares: FELICIDADE, MOTIVAÇÃO e SENTIDO. Como faço isso? 💡 MOTIVANDO pessoas, fazendo-as enxergar o 💡 SENTIDO das suas ações, que traz 💡 FELICIDADE por fazerem a diferença em suas vidas, suas empresas. Sou formado em Coaching pelo ICC e escrevo artigos sobre Métodos Ágeis, Comportamento, Inovação e Coaching. Vejo no lúdico a forma mais profunda de aprendizado. Procuro sempre conduzir reuniões de forma criativa, que tragam algum tipo de aprendizado aos participantes, seja por meio de dinâmicas de grupo ou jogos em equipe. Neste quesito, desenvolvi um jogo, a "Feijoada Ágil", para ensinar conceitos sobre trabalho em equipe. Se você, como eu, também acredita que eu posso te ajudar, deixe-me saber! Vamos tomar um café e, quem sabe, juntos podemos MUDAR O MUNDO!

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